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Mostrando postagens de Novembro, 2008

De quem é a culpa se o aluno não aprende?

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Entrevista com Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação
O número de brasileiros – 1,1 milhão – que freqüentam a escola e, mesmo assim, não sabem ler e escrever já inclui crianças de 7 e 8 anos. Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, esse dado deve ser analisado com cautela. “Tem de se considerar que, com 8 anos de idade, o indivíduo está no fim do seu ciclo de alfabetização”, comenta a secretária, que esteve em Curitiba na semana passada, quando participou da cerimônia de premiação aos semifinalistas da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.
O dado alarmante foi revelado pela Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios, divulgada recentemente, e que considerou o desempenho de crianças e adolescentes com idade entre 7 e 14 anos. A secretária não culpa os professores pelas falhas na aprendizagem desses estudantes, mas ressalta que eles também têm responsabilidade. “O professor tem de enten…

Cenas de dor estimulam cérebro de jovens agressivos, indica estudo

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O cérebro de jovens que intimidam outros pode ser estruturado de forma a ter tendências sádicas, segundo um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.
Em exames de ressonância magnética, uma área do cérebro associada com recompensa acendeu quando adolescentes agressivos assistiram a um vídeo de alguém fazendo outra pessoa sentir dor.
Eles tiveram reações parecidas também quando assistiram a imagens de dor causada de forma acidental. Meninos sem histórico de agressividade não apresentaram respostas semelhantes.
O estudo analisou rapazes com idade entre 16 e 18 anos, oito com problemas de comportamento agressivo - como provocar brigas, usar armas e roubar após confrontar vítimas - e oito com comportamento considerado normal.
A pesquisa indica que, em alguns meninos, os impulsos naturais de empatia podem ser atrapalhados de forma a aumentar a agressividade.
Os testes de ressonância magnética foram realizado enquanto os participantes assistiam a vídeos em que pessoas sofriam dor po…

Crianças tomam cada vez mais remédios

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O número de prescrições de remédios destinadas a crianças para tratamento de doenças crônicas como hiperatividade e asma tem aumentado substancialmente nos Estados Unidos, sugere um estudo publicado nesta segunda-feira.
De acordo com o levantamento, realizado pelo instituto americano Emily Cox Express Inc., entre 2002 e 2005, a quantidade de receitas para remédios que tratam a diabetes tipo-2 duplicou. No mesmo período, as prescrições de medicamentos para asma subiram em mais de 46%. Já a indicação de drogas para transtorno de déficit de atenção e hiperatividade avançou 40% e as voltadas ao controle de colesterol, 15%.
Os resultados, publicados na edição de novembro da revista Pediatrics, sugerem que as doenças crônicas estão aumentando entre as crianças. O documento reitera, no entanto, que o aumento também pode refletir outros fatores, como alterações na forma como os médicos prescrevem medicamentos ou a falta de uma triagem mais eficiente, que identifica condições crônicas.
Além disso…

A difícil passagem pela infância

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Seja por um desenho, uma forma de brincadeira ou uma música, a criança pode dar sinais de que passa por algum problema psicológico ou psiquiátrico, na maioria das vezes ignorado pelos pais. Preocupados com esta falta de informação, especialistas tentam cada vez mais informar aos parentes sobre transtornos comuns da infância. Entre os pequenos na fase pré-escolar – de 3 a 5 anos - 10% são acometidos por dificuldades como ansiedade, hiperatividade, depressão, autismo e bipolaridade. E quanto mais precocemente forem tratados, menor é o risco de futuras complicações escolares e da criança se tornar um adulto problemático, ou até delinqüente.
O tema vem ganhando cada vez mais destaque. Prova disso é que pela primeira vez os distúrbios em crianças em idade pré-escolar foram discutidos no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que teve sua 26ª edição semana passada em Brasília. De complexo diagnóstico, os transtornos psiquiátricos nessa idade são muito confundidos com doenças clínicas. Por exem…

MEC trabalha para identificar superdotados e desenvolver seus talentos

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Estudos internacionais demonstram que o porcentual de crianças superdotadas ou com altas habilidades varia de 10% a 15%. No Brasil, as estatísticas apontam um número menor, devido às dificuldades de identificação que ocorrem nas escolas. Em 2008, foram identificados, até o mês de outubro, 2.100 alunos com altas habilidades. “Aqui a superdotação é encarada como um mito. As pessoas pensam em supergênios ou heróis quando, na verdade, é um fato comum e corriqueiro”, explica Marta Clarete Dutra, coordenadora de articulação de políticas de inclusão junto aos sistemas de ensino do Ministério da Educação.
Atualmente, o ministério trabalha para facilitar a identificação dos alunos com altas habilidades e, então, desenvolver melhor seus talentos. O desafio é desmitificar a figura do superdotado e identificar a superdotação como característica presente em muitos alunos. “É comum que haja estudantes com altas habilidades em determinada área de conhecimento e déficit em outra”, reitera Marta Dutra.…

Problemas de aprendizagem escolar podem ser sinais de dislexia

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Dificuldade em soletrar, escrever, ler e compreender pode estar associada a um distúrbio cerebral de origem genética conhecido como dislexia. De acordo com o mestre em educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC) Vicente Martins, esta disfunção pode ser tratada através de mudanças no método de ensino da leitura.
A dislexia é decorrente de uma defasagem no lado esquerdo do cérebro, área responsável pela compreensão da linguagem, o que aumenta o desenvolvimento de habilidades associadas ao lado direito. “Mas isso não tem influência na inteligência”, afirma o neurologista da Fundação de Neurologia e Neurocirurgia – Instituto do Cérebro, Antônio Andrade.
O tratamento envolve um conjunto de especialistas – psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, oftalmologista, neurologista -, mas quem geralmente faz o diagnóstico inicial é o professor, ao ver o baixo rendimento do estudante. Em Salvador, no entanto, os profissionais de educação assistem a palestras sobre o tema, mas não há um programa…

Pesquisadores acreditam que Internet está causando "mudança evolutiva" no cérebro

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Pesquisadores da University of California (UCLA), em Los Angeles, divulgaram os resultados de um estudo que apontou, em primeira estância, que o cérebro de pessoas que têm contato direto com tecnologias digitais está passando por uma "mudança evolutiva" positiva e negativa. Os cientistas descobriram que o órgão dos "nativos digitais" está se desenvolvendo de forma a lidar mais eficientemente com as tarefas de pesquisar e filtrar a grande quantidade de informação que é oferecida atualmente.
Outro ponto levantado sobre esses mesmos indivíduos é que estão tomando decisões mais rapidamente, o que, segundo o neurocientista Gary Small, pode ser decisivo para os que querem estar na liderança, no futuro. "As pessoas da próxima geração que realmente estarão na liderança serão os que tiverem muita habilidade com tecnologia e também nas relações interpessoais", explicou.
A ambiguidade da questão se dá, de acordo com informações do blog PDA, do Media Guardian, porque e…

Educador português diz que prova escolar é perda de tempo

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A forma tradicional de avaliar o aluno através de provas escritas é pura perda de tempo. Esse foi apenas um dos princípios defendidos pelo professor português José Pacheco, durante palestra na segunda-feira à noite, no Teatro Municipal de Campo Mourão. O evento, promovido pelo Sesc, reuniu professores e acadêmicos do município e região.
Para Pacheco - que é mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto – o método tradicional de avaliação não prova nada. “Quem sabe o que está na prova estará perdendo tempo respondendo algo que já sabe e poderia estar utilizando esse tempo para aprender outras coisas. E quem não sabe também perde tempo porque poderia utilizar aquele tempo para aprender sobre aquele conteúdo”, justificou o educador, que por mais de 30 anos trabalhou na Escola da Ponte, em Portugal, que é referência mundial em educação inclusiva e única no mundo com contrato de autonomia com o governo.
Ele argumenta ainda que …