Para evitar extradição, hacker britânico alega estar muito doente

Gary McKinnon tenta ser julgado na Inglaterra, e não nos EUA.

Defesa afirma que julgamento nos EUA poderia prejudicar sua saúde.

Ele pode ser condenado a até 70 anos de prisão por invadir computadores militares. (Foto: Reuters) Um especialista britânico em computação acusado pelos Estados Unidos pela "maior invasão a sistemas militares do país de todos os tempos" começa nesta terça-feira (9) uma tentativa final para evitar a extradição.

Os advogados de Gary McKinnon, 43, argumentam na Alta Corte de Londres que ele está muito doente para ser mandado aos Estados Unidos para o julgamento.

McKinnon alega ter síndrome de Asperger, uma forma de autismo. A equipe de defesa afirma que ele correria risco de suicídio ou doença mental caso fosse extraditado, informou a Associação de Imprensa.

Promotores norte-americanos acusam McKinnon de causar um prejuízo de US$ 700 mil e de desligar toda a rede de mais de 2 mil computadores do Exército dos EUA em Washington por 24 horas.

Na época da acusação, Paul McNulty, procurador do Distrito de Virgínia, disse: "McKinnon é acusado pela maior invasão hacker ao sistema militar de todos os tempos."

Desde que foi preso em 2002, McKinnon perdeu repetidas tentativas judiciais de evitar a extradição. Ele quer ser julgado em Londres, onde espera conseguir uma sentença mais branda se condenado. A Justiça dos Estados Unidos pode condená-lo a até 70 anos de prisão.

A campanha de McKinnon ganhou apoio de celebridades, incluindo o cantor britânico Sting e David Gilmour, do Pink Floyd.

Fonte:http://g1.globo.com