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Mostrando postagens de Setembro, 2010

Antipsicóticos são uma ameaça à saúde

Kyle Warren, de seis anos, brinca com peças no consultório de seu pedriatra Aos 18 meses de idade, Kyle Warren começou a tomar diariamente um medicamento antipsicótico por ordens de um pediatra que tentava conter os graves episódios de descontrole emocional da criança. Assim teve início uma jornada conturbada para o garoto, de um médico a outro, de uma diagnóstico a outro, envolvendo uma quantidade ainda maior de medicamentos. Autismo, desordem bipolar, hiperatividade, insônia, transtorno negativista desafiante. O regime diário de pílulas do garoto multiplicou-se: o antipsicótico Risperdal, o antidepressivo Prozac, dois remédios para dormir e um para distúrbio do déficit de atenção. E tudo isso quando ele tinha apenas três anos de idade. Kyle permanecia sedado, babando constantemente e ficou obeso devido aos efeitos colaterais dos medicamentos antipsicóticos. Embora a mãe dele, Brandy Warren, não soubesse mais o que fazer quando recorreu ao tratamento à base de drogas, ela começou a se p…

Médicos procuram exame preciso para hiperatividade

Estou sentada em frente a uma estrutura cinza que parece uma cabine de avião. Quando mexo a cabeça, um refletor na minha testa avisa o rastreador infravermelho. Olhando para a tela, devo clicar o mouse cada vez que vir uma estrela com cinco ou oito pontas, mas não para as de quatro pontas. É uma tarefa simples. Então, por que erro toda vez? Martin Teicher, o psiquiatra de Harvard que inventou o teste, explica a dificuldade. "Você tem sinais de problema de atenção." Isto é, tenho um caso "sutil" de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Na verdade, eu já havia sido diagnosticada há três anos. Não só eu cliquei vezes demais na hora errada, mas os movimentos da minha cabeça sugerem que mudo meu estado de atenção, alternando concentração e distração. A invenção de Teicher, o Sistema de Quociente de TDAH, é um dos muitos esforços para achar provas biológicas para esse transtorno. Muitos críticos dizem que o transtorno vem sendo superdiagnosticado por …

Diagnóstico de deficit de atenção divide especialistas

O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbio que prejudica o aprendizado de crianças, tem provocado intensa polêmica no meio médico. Segundo estimativas publicadas pela ABDA (Associação Brasileira de Deficit de Atenção), cerca de 5% dos jovens são portadores do distúrbio, mas um grupo de especialistas critica o que chama de "superdiagnóstico da doença" e as formas de lidar com os sintomas. Convidado para um simpósio internacional sobre TDAH realizado neste mês pela Universidade Federal de São Paulo, o psicólogo Joseph Sergeant, da Universidade Vrije, Holanda, afirma que o transtorno deve ser tratado o mais rápido possível. "Um jovem portador de TDAH que não desenvolveu todos os seus potenciais por falta de tratamento pode nunca atingir objetivos como ingressar numa universidade", afirma. Sergeant diz que os médicos são mal preparados para detectar o transtorno. "A medicina é setorizada e o transtorno é multifatorial. Não há especialidade q…

Palmadas, vergonha nacional

Deu na Folha de ontem: 72% dos 10.905 adultos entrevistados receberam castigos físicos quando crianças, e 54% do total são contra o projeto de lei que "estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante". Pior ainda: 69% das mães e 44% dos pais batem em seus filhos.

Aaaaarg. Tenho vergonha de pertencer a um país assim, onde bater em velhinhos é crime, maltratar animais de estimação dá cadeia, mas a maioria da população acha normal e correto bater em seus filhos, e é CONTRA ter seu "direito de bater nos filhos" negado pelo Estado. O mesmo país que, de forma análoga, precisou de uma lei para explicar aos maridos que não podem bater em suas mulheres, agora protesta pelo direito de bater em seus filhos. Vergonha, vergonha, vergonha.

Aproveitei a oportunidade de uma reunião no prédio da Folha ontem para sugerir mais uma análise dos dados da pesquisa da Datafolha: seriam os ad…

Escola dos EUA adota sistema web para denúncia de bullying

Lei estadual, aprovada após caso que terminou em suicídio, inspirou desenvolvedor a criar aplicativo que permite até denúncia anônima.


Um distrito escolar de Massachusets (EUA) espera que um software possa ajudar a evitar tragédias como a de Phoebe Prince, uma adolescente de origem irlandesa que se suicidou em janeiro depois de uma suposta campanha de bullying por colegas de escola.

Motivados pelo caso, os deputados do Estado americano aprovaram uma lei obrigando as escolas a criarem planos antibullying, bem como fornecer uma forma anônima de denunciar incidentes de bullying.

A lei inspirou Edward Wall, de South Hadley, a desenvolver um aplicativo que permite a testemunhas de ações consideradas bullying informar, pela web, os administradores da escola - de forma anônima, se preferirem .

“Parece que precisávamos de algo assim”, disse Wall, que se formou no mesmo colégio em que houve o incidente. Sua empresa, Earshot Technologies, está doando o software à escola, mas espera vendê-lo a o…

1 milhão de crianças são diagnosticadas por engano com déficit de atenção nos EUA

Cerca de um milhão de crianças americanas da pré-escola foram diagnosticadas por engano com déficit de atenção por hiperatividade (TDAH, na sigla em inglês), prescrevendo-lhes medicamentos quando com frequência eram apenas crianças distraídas, segundo um estudo publicado na segunda-feira.

O autor do estudo diz que as prescrições injustificadas representam gastos de 320 a 500 milhões de dólares por ano.

A ritalina (Methylphenidate) é o medicamento prescrito com maior frequência para controlar estes distúrbios. Trata-se de um psicoestimulante, cujos efeitos de longo prazo não são totalmente conhecidos ainda, afirma Todd Elder, autor do estudo e professor de economia da Universidade de Michigan.

As crianças menores da pré-escola "têm muito mais probabilidades de que se prescrevam estimulantes de comportamento como a ritalina", explicou Elder, que examinou uma população de 12.000 crianças.

Observando a diferença de frequência de diagnósticos e prescrições médicas entre os me…

Transtorno mental é muito frequente entre motoboys

Ao investigar 101 motoboys, Kieling, do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), e colegas verificaram que a prevalência de transtornos mentais entre esses profissionais é maior do que na população em geral.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores realizaram diagnósticos psiquiátricos baseados em entrevistas semi-estruturadas e clínicas. Os resultados da pesquisa serão publicados na revista internacional European psychiatry.

Segundo os autores, 75% dos participantes apresentaram pelo menos uma história positiva de transtorno psiquiátrico. "SUD (transtorno relacionado ao uso de substâncias) foi o diagnóstico mais frequente (43,6% por álcool, 39,6% por canabis).

TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) foi associado com um alto número de acidentes de trânsito (p=0,002,), e transtorno de personalidade antissocial (APD) foi associado a um maior número de infrações de trânsito (p=0,007)", destacam no texto.

De acordo com o grupo de pesquisa, os result…

Especialistas estimam que 800 mil menores sofrem violência de gênero em casa

Lorena tem muito poucas lembranças alegres de sua infância. Não conseguiu lembrar de uma noite tranquila nem de um dia de paz. Em sua casa, os gritos e a violência física eram constantes. Também o silêncio angustiado que antecedia os insultos e as surras que seu pai infligia à sua mãe. E sua impotência por não poder fazer nada. Há três anos mãe e filha fugiram do pesadelo de violência machista no qual Lorena praticamente havia nascido. Acabava de completar 21 anos. “Fomos dar um passeio e não voltamos mais. Saímos com a roupa do corpo”, explica. Enquanto fala não deixa de retorcer o colar com tensão. Não teve infância nem adolescência. Cresceu como uma menina assustada, uma criança que nem espirrava “para não incomodar”.

Vanessa, jornalista de 29 anos, e Miriam, professora de 24, junto com suas outras duas irmãs, viveram submissas a seu pai durante anos. Sempre com medo de cometer algum erro – ou o que era visto como erro por ele – e com o pânico diante da certeza da represália. “Semp…

Menos es más

"¿Cuántos objetos guardamos 'por si acaso'? Es ridículo, porque nunca los utilizamos o ni siquiera recordamos tenerlos"

Aligerar nuestra vida de objetos inútiles nos hará ganar espacio, tiempo y felicidad. No deberíamos ser esclavos de los artículos, ni comprar productos que no son necesarios.

De tanto en tanto, la prensa nos inquieta con el descubrimiento de alguna vivienda donde los ocupantes, generalmente personas mayores, han convivido con una cantidad ingente de objetos inservibles, cachivaches, periódicos acumulados, basura. Son personas afectadas por el síndrome de Diógenes. Son los casos más conocidos, pero los menos típicos. La mayoría de las personas se limitan solamente a acumular objetos que no utilizan. Por ello, los expertos prefieren emplear el término de "acumuladores compulsivos".

Las patologías suelen ser exageraciones de comportamientos "normales". Siempre hay algo en ellas donde el resto nos sentimos identificados. ¿Cuántos obj…

Na África do Sul, novas escolas estão reinventando a educação

O professor de ciências sul-africano Ross Hill gesticula enquanto orienta alunos em uma aula na Escola Leap, na Cidade do Cabo, no dia 6 de agosto


Gcobani Mndini, um jovem magro e tímido de 17 anos, disse que já era um gângster quando deu início à nona série. Sua pequena gangue, que chamava a si mesmo de Tomates, roubava pessoas, brigava por garotas, se embriagava com Jack Daniels e se entorpecia com maconha.

“Eu ingressei na gangue porque queria me sentir parte de algo”, ele disse.

E é o que aconteceu quando ele se encaixou no último lugar em que poderia esperar – em um colégio particular que está reinventando a educação para os adolescentes dos bairros negros da África do Sul.

Gcobani deixou a vida de gangue e despontou como um estudante de ciência talentoso buscando ingresso nas melhores universidades do país. Um professor espiou recentemente para uma classe de alunos, estudando até tarde certa noite e perguntou: “Está tudo bem?” Gcobani sinalizou positivo com os polegares.

À medid…

Pessoas desconfiadas são as mais fáceis de serem enganadas

Confiar nos outros não faz de você alguém fácil de ser tapeado, como acontecia com a personagem do clássico da literatura infanto-juvenil Pollyana. Muito pelo contrário, diz um estudo publicado no periódico Social Psychological and Personality Science. A confiança é mais propensa em pessoas mais espertas.

O estudo foi feito com estudantes de pós-graduação voluntários que eram convidados a assistir a vídeos de supostas entrevistas de empregos feitas por dois tipos de pessoas: algumas que respondiam da melhor forma possível as perguntas e outro grupo composto por pessoas instruídas a dizer ao menos três mentiras significantes em resposta a algumas questões-chave que poderiam ser decisivas para a suposta contratação. Esses dois grupos de participantes das entrevistas receberam pequenas quantias em dinheiro e aqueles que aceitaram dizer mentiras receberiam uma quantia adicional se as respostas mentirosas passassem despercebidas pelos voluntários.

A análise dos vídeos ocorreu alguns dias a…

Aparelhos digitais privam o cérebro do necessário repouso

Estudo constata danos ao aprendizado e à memória quando se está sempre ocupado com distrações, como celular, jogos e TV


São 13 horas e Dianne Bates, de 40 anos, presta atenção em três monitores ao mesmo tempo. Ouve música no iPod, digita uma mensagem no iPhone e vê TV de alta definição. É mais um dia na academia. Enquanto ela se dedica a várias tarefas, movimenta as pernas em um aparelho de ginástica. E não é a única.

Os celulares, que nos últimos anos se tornaram computadores com conexões de banda larga, ajudam as pessoas a fugir do tédio dos exercícios físicos, das filas, dos sinais de trânsito ou das pausas na conversação.

A tecnologia permite aproveitar com algum entretenimento os menores momentos do dia, tornando-os potencialmente produtivos. Mas os cientistas apontam para um efeito colateral: quando as pessoas mantêm o cérebro ocupado com dados digitais, desperdiçam as pausas que lhes permitiriam aprender melhor, lembrar das informações e até mesmo ter novas ideias.

Na Univer…

Criar doenças mentais só atrapalha tratamento, diz ícone da psiquiatria

O psiquiatra que criou uma das ferramentas mais usadas hoje em saúde pública diz que os livros considerados as bíblias dessa área médica pecaram por inventar um número muito grande de doenças mentais.


Na opinião de Sir David Goldberg, professor do King's College de Londres, psiquiatras precisam abandonar o hábito de subdividir transtornos como depressão e ansiedade em uma infinidade de subtipos e evitar listar comportamentos normais como sintomas de doenças. Leonardo Wen/Folha Imagem

O psiquiatra britânico participa do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em São Paulo

Goldberg elaborou e provou a eficácia do uso de questionários mais simples para estimar a prevalência de transtornos psiquiátricos em grandes populações. O feito lhe rendeu prestígio na comunidade médica e seu título de cavaleiro concedido pela coroa britânica.

Em entrevista à Folha em São Paulo, onde esteve para o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, falou sobre sua proposta para as novas edições dos livros que di…

Cuando la mente enferma el cuerpo

Ese eczema que no se va o esa alergia que no es tal. Son patologías psicosomáticas detrás de las que no hay un problema físico, sino una emoción negativa como la ira o la ansiedad. En los dos últimos años han aumentado un 30% en España. Los expertos culpan a la crisis

En la cara de Marta apareció un eczema que ninguna pomada solucionaba. Joel padecía síntomas alérgicos, picores, estornudos y tos sin encontrar qué los causaba. Marisa tenía problemas digestivos y ni la colonoscopia dio con ninguna anomalía. Son los nombres ficticios de tres pacientes reales que con tratamiento psicológico han logrado superar una enfermedad a primera vista física. En el origen de las tres había un punto común: una emoción negativa. La prueba de que, aunque a veces no nos sinceremos ni con nosotros mismos, nuestro cuerpo acaba hablando. En el caso de Marta, la ira salió por su piel. Ni ella misma quería reconocer la mala relación con su marido, al que todos consideran un encanto. A Joel se le tradujo en a…